LINFOMA DE HODGKIN: PROCESSO DE CURA*** Neste blog relato minha história desde a descoberta do Linfoma em 2007 até a cura no final deste mesmo ano e, posteriormente, sobre as consultas de controle... Num desses exames periódicos, em julho/2011, foi diagnosticada uma recidiva tardia - recaída do LH, que me levou a fazer um TMO - TRANSPLANTE AUTÓLOGO DE MEDULA ÓSSEA. A partir daí passo a falar sobre esse desafio - essa "máquina de moer cana" que é todo o processo de um transplante...!!
Não é minha face, Nem tampouco O corpo que olho E admiro, Mas a alma, A essência Da moça do espelho
Alegria do pecado às vezes toma conta de mim
E é tão bom não ser divina
Me cobrir de humanidade me fascina
E me aproxima do céu
E eu gosto de estar na terra cada vez mais
Minha boca se abre e espera
O direito ainda que profano
Do mundo ser sempre mais humano
Perfeição demais me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito insosso
Pra não ser de carne e osso, pra não ser carne e osso
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
É preciso saber viver
Saber viver, saber viver!
Quando precisei me ausentar deles Dueto perfeito, Combinação absoluta, Deliciosamente sedutora. Cheia de contrastes... Um esquenta o outro esfria e quando esfria, vem logo o desejo de novamente aquecer, Intermitência necessária... Simbiose perfeita! Pensar sobre isso, me fez lembrar De um tempo, um trechinho de vida, na qual tive que me afastar de ambos, Meus dois amores - sol e mar... quase nove meses, uma gestação... Perder os cabelos, não representou nada diante da falta, do imenso desejo de senti-lo novamente me aquecer e a onda bem forte arrebentar, A água salgada me banhar, Me lavar, me levar... O sol, eu ainda encontrava Nas minhas caminhadas pelo Bosque da Freguesia, O meu santuário. Era um jogo muito prazeroso, Parecia uma criança brincando de esconde-esconde, Com aquele mesmo desejo e Excitação a espera do reencontro... Lá as copas das árvores fecham os caminhos, assim quase não entram os raios do sol, só uma luminosidade extasiante refletida no verde da mata. Quando passava por caminhos onde pequenas frestas o permitiam entrar, Eu reduzia os passos, Caminhava mais devagar, Para encontrá-lo, senti-lo... Mas quando sentia a minha pele esquentar, retomava o juízo e me apressava, Fugindo bem devagar, Com esperança de reencontrá-lo
Sabe o que eu queria agora, meu bem...?
Sair chegar lá fora e encontrar alguém
Que não me dissesse nada
Não me perguntasse nada também
Que me oferecesse um colo ou um ombro
Onde eu desaguasse todo desengano
Mas a vida anda louca
As pessoas andam tristes
Meus amigos são amigos de ninguém.
Sabe o que eu mais quero agora, meu amor?
Morar no interior do meu interior
Pra entender porque se agridem
Se empurram pro abismo
Se debatem, se combatem sem saber
Meu amor...
Deixa eu chorar até cansar
Me leve pra qualquer lugar
Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor...
Eu não consigo compreender
Eu quero algo pra beber
Me deixe aqui pode sair.