Não é minha face, Nem tampouco O corpo que olho E admiro, Mas a alma, A essência Da moça do espelho

domingo, 15 de novembro de 2015

Por 14/11 - 4 anos de TMO



Bem, ontem completei quatro anos de TMO!!

SALVE, SALVE - ALELUIA!!

De muita saúde!!

Ahow!!


Passei o dia num congresso, cheguei cansada e deixei para publicar hoje.
Nossa, sou mesmo outra pessoa!!
Nesses quatro anos tenho conseguido abortar um monte de "tenho que" - uma redenção!!

Restituí minha saúde, não só física, como também, mental e espiritual!... Por vezes até esqueço que não sinto mais cheiros nem sabores - ageusia e agnosia -  (sequela do TMO), mas não perco a esperança de me curar!!

Há três anos comecei a fazer terapia e meditação Sahaja Yoga - como tem me feito bem e me tornado melhor!! E esse ano iniciei no rito da Ayahuasca - mergulhos fundos em meu inconsciente e DNA. Estou indo para o quinto encontro com as Plantas Professoras: a Rainha Chacrona e o Jagube. Em cada rito muitas descobertas e curas - física e emocional. Há momentos em que o processo é por demais doloroso, mas tem valido cada redenção - transformação!!

Gratidão sempre por ainda estar aqui!
Ou pra dizer poeticamente, como uma pessoa especial disse:
gratidão "pelo simples ato de merecimento à vida"!



terça-feira, 18 de agosto de 2015

Pelos 3 anos de TMO


 Nesses três anos venho juntando 
o que da dor e do sorriso, sobrou,
das primaveras sem cheiro de flor.

Sinto-me assim...
Habitando um mundo cego de nariz,
uma estrangeira de corpo e de alma,
sobrevivendo e aprendendo
nessa vida que já esteve por um triz.

Hoje vejo os dias 
tal qual uma montanha,
cheio de altos e baixos,
de caminhos acidentados
tornando tudo uma façanha.

O cume não habita
mais meus sonhos,
o que me importa 
é a escalada,
a caminhada
e os limites
- evidentes e ocultos - 
 frutos do meu sofrido indulto.




Gratidão!

- continuo sem sentir cheiro nem sabor, anosmia... Mas estou viva.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Andei pensando por ter sentido...



Assim eu vejo a vida ou a morte por ser gemelar uma da outra e por acreditar que a realidade é na verdade um "castelinho de areia" que a qualquer momento pode ser lambido pelo tempo...

*Sempre que se aproxima a época do controle, sinto vontade de vir aqui nesse espaço onde me encontro comigo cara a cara, onde posso sentir toda minha fraqueza e força fluir...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Pelo meu niver - 14/07


A vida me cansa, mas me encanta também, e eu amo viver, me doar e aprender!
Consegui chegar a uma nova década e agradeço à Espiritualidade pela graça da oportunidade!
Obrigada a todos pelas orações, torcida e carinhos!

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Poeira Estelar**PELOS 2 ANOS DE TMO



Hoje completo dois anos de vida pós TMO!
e realizando sonhos como fazer uma pós em Neurociência
e participar de um grupo de pesquisa em filosofia e infância...
Meu pensamento e sentimento articula o dia de hoje ao de ontem,
de 14/11/11, dia em q foram infundidas as células hematopoiéticas...
Para além do sofrimento físico, o equilíbrio, a paz, a fé, a força e a coragem
é o que mais tenho guardado, sempre que preciso pego um punhado!
Tudo já passou, mas pela vivacidade das cicatrizes e a falta de odor e paladar,
 jamais será passado e rogo à Deus que jamais seja presente.
De tudo fica a imensa gratidão e o rico aprendizado!







Em poeira estelar,
Foi assim que retornei
Do lado de lá...
Entre ser e estar,
Nessa dupla Primavera,
Em tantas coisas já melhorei,
Em outras não amadureci,
–  sou menina, ainda boba criança –
Mas enquanto há vida,
Há infinda esperança...
Entrelaçando belezas,
Raízes, flores e amores,
Eu, tênue caule,
A balançar e sacudir,
Feito tranças,
– frutos ao pé do tempo –
De todos os cheiros e gostos
Germinando arco-íris de sortimentos!


Presentes de um amigo:
**aspergindo versos ao vento**cumprindo a promessa!!


**AGRADECIMENTO PELA CURA**


Versos ao vento.


Sois vos agora, o cumpridor

Com fiel desterro, o pleito

Da angustia lúcida e fina dor

Voraz que atinava no peito.

Sou eu, pois, quem a ti deve,

Destas plumas, feita do peso,

Versos, derramados na verve

Posto feliz n’alma – coeso.

Testemunha-te, o momento

A que o céu relata chorando

Quando atiçado no vento,

Os versos partem planando.

Todo meu ser, com eles vão

E festiva, minha alma alada.

Levaste uma flor de meu coração

E deixaste outra, mais perfumada.

Que as pétalas pereçam

Mas que a “FLOR...”

Seja eterna!



Obrigado senhor por esse milagre em vida!







Esta havia sido pelo pedido de cura:


**PEDIDO PELA CURA**


Senhor! Que rege o universo!
Em sua casa, venho a ti, que só escuta,
Entro em silencio, com o coração aberto,
Lá fora... Deixei todas minhas lutas.
Venho a ti, com a alma em amargura,
A pedir não por mim... Mas de certo,
Rogo-te por alguém... A cura.
Perdoe-me, se o fado, a mim reservado
No tempo, calaram minhas preces
E de ti, às vezes me fiz desacreditado.
Se podes, olhar meu coração por dentro agora
Verás, porém, junto às lagrimas que desce,
Um pedido somente... Que em oração implora:
Não deixes perecer,
A vida e luz da primavera!
Deixas, ainda no tempo florescer...
A mais doce flor...
A sempre e doce... “Flor Bela”


Obrigado Senhor!


**...**

**...**


28-08-2011


*agradeço de coração!

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Asas...

Acordei com o gosto e o impulso
De retornar a um tempo onde
Podia voar ao encontro dos
Meus mais abissais desejos...

Lembrei-me que era no sótão
Que costumava guardar
Minhas asas;
Subi as escadas no compasso
Do meu coração,
Na velocidade e voracidade
De reviver e viver emoções...

Encontrei-as,

Com meus sonhos nas mãos,
Num canto,
Amareladas, descuidadas,
Quebradiças e despedaçadas,
Mas ainda lá,
Esperando eu voltar...

Diante de tal visão, 

Meus olhos, rasos d’água,
Das mais salobras,
Das mais doridas,

Das mais vívidas...


Foi aí que as tomei nas mãos
Numa tentativa
De senti-las minhas de novo
E também para consertá-las,
Mas quanto mais as tocava,
Mais se despedaçavam...

Tentei reconstruí-las
Porque queria aquelas,
Só elas sabiam todas as rotas
E atalhos  que me levariam
Rumo à felicidade...

Logo, percebi que possível,

 Não mais seria,
Dei um passo atrás 

Como que tentando
Distanciar-me de tantas emoções

Que me Tomavam 
Enquanto me devastavam;


Estava me sentindo misturada,
– eu, os sonhos e as asas –
Numa simbiose que me atordoava...

Aos poucos o silêncio me acalmou,
E fui me sentindo mais segura e forte,
E percebi, então, que  elas estavam ali,
O tempo todo, tatuadas em mim...